
Gentileza
Há uma sala branca, com panos de setim que brilham no sol;
No fundo estou lá tocando em um piano nossa música;
Aquela que me lembra seu sorriso, seu olhar e jeito de menino;
Mas o que posso fazer se todos os planos que fizemos juntos em uma noite de luar não deram certo;
Talvez esse poema mostre o quão machucado estou depois de todas suas atitudes;
Por mais bobas que possam ser, ficaram em mim, e não consigo tirar esse punhal na parte esquerda do meu peito;
Seria apenas uma lágrima do meu rosto que eu insisto em tirar, mas esta lá para ser lembrada;
Não me ensine a pedir desculpas, já não adianta fazê-lo sem um motivo próprio;
No fundo penso em nós todos os dias, nos beijos acalhentados e abraços sufocados;
Tem como esquecer o que passamos juntos? Existe algum remédio para isso?;
Só consigo falar alguns verbos, talvez eles sejam: "Lembrar", "pezar" e "mágoar";
Lembro-me de algumas declarações suas a tempos atrás sobre o que eu significava para você;
Foram todas um pouco precipitadas demais;
Não sabíamos que o destino nos reservou algo tão cruel e inóspito com nosso amor;
Foi aquele que mais amamos e depositamos nossa confiança que causou nossa separação?;
Afinal, dizer eu te amo para você não foi um erro, e sim um desespero;
Me sentiria culpado em andar novamente contigo, e não me sentir parte desse mundo que o construiu só para você;
Pode ter sido um erro fatal aquela nossa última conversa;
Mas ainda continuo a tocar nossa música nesta sala branca, claro sozinho;
O nome dela se chama "saudade";
Foi isso que no fim de tudo você pode me deixar;
Meu rosto se entristesse em olhar para o lado e não o vê-lo;
Mas estou com o coração quente para acreditar em um amor sincero;
Nem todas às vezes utilizamos a verdade como instrumento da nossa companhia;
Bem sabe, você a expulsou diversas vezes de nós;
Poderia pelo menos me dar alguma explicação, por mais fútil possível;
Agora te vejo com outro aos beijos e sinto ciúmes;
Dói um pouco, mas tento me recuperar a cada dia;
Como consequência do seu ato, não confio nas pessoas como antes;
Não o substitui por ninguém, só fiz a gentileza de fechar nossa porta e jogar a chave no rio;
Seria você capaz de ir lá e procurá-la;
Tenha cuidado: se não souber nadar pode se afogar.
Hugo Hander
Me sentiria culpado em andar novamente contigo, e não me sentir parte desse mundo que o construiu só para você;
Pode ter sido um erro fatal aquela nossa última conversa;
Mas ainda continuo a tocar nossa música nesta sala branca, claro sozinho;
O nome dela se chama "saudade";
Foi isso que no fim de tudo você pode me deixar;
Meu rosto se entristesse em olhar para o lado e não o vê-lo;
Mas estou com o coração quente para acreditar em um amor sincero;
Nem todas às vezes utilizamos a verdade como instrumento da nossa companhia;
Bem sabe, você a expulsou diversas vezes de nós;
Poderia pelo menos me dar alguma explicação, por mais fútil possível;
Agora te vejo com outro aos beijos e sinto ciúmes;
Dói um pouco, mas tento me recuperar a cada dia;
Como consequência do seu ato, não confio nas pessoas como antes;
Não o substitui por ninguém, só fiz a gentileza de fechar nossa porta e jogar a chave no rio;
Seria você capaz de ir lá e procurá-la;
Tenha cuidado: se não souber nadar pode se afogar.
Hugo Hander

Um comentário:
NUUSS lindo esse texto monaa!
gostei da homenageee pra amiga.. e já quero saber uma coisa: onde vc deu CTRL C hein caralho?
to bricando amigoo,
eu sei que tudo q escreveu, foi de coraçãoo.. ficou muito bonito!
beijoo viu
cuidaMM
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