segunda-feira, 7 de julho de 2008

Para recordar, você sempre será uma parte de mim.





Uia!

Dias intensos, breves fumasas, muros em construção, sons em extição, sinais de demolição. Essas pequenas palavras metafóricas podem definir o que foi para mim esses últimos dias. Fui em alguns lugares a noite com amigos, me diverti, conversei, e até sobre signos resolvemos falar. Thiago, Heitor, Diego e eu fomos ao bar Barulho ontem (6.7.08), e lá é o inferno de Brasília. Pois, reúne pessoas das mais diferentes estirpes que qualquer civilização pode produzir. Drags, Trans, Travas, Boys, Lésbicas, Heteros, uma mistura louca que aquele barzinho cituado no Park da Cidade de Brasília detém.

De um lado podemos ver os amigos, falatórios, alguns bebendo cerveja no meio de uma pista. No outro temos uma tenda do bar, com um pessoal estranho e andrógeno dançando, bebendo e falando alto. Se torna até divertido passear por ali, pois querendo ou não acabo fazendo parte desse inferninho. Como foi despedida do meu amigo Entidade Heitor, resolvemos nos ver lá para bater um papo e ver poucos garotos interessantes passando em nossa volta.

Dei algumas voltas pelo bar com o Thiago, mas no fundo estava com o pensamento em outro mundo. Talvez nos meus sentimentos que pouco vejo, e deixo de demonstrar: Prefiro seguir a lógica da vida, aquela que nos faz sermos racionais ao invés de emocionais. Vendo todas aquelas pessoas dançando, se divertindo por um único motivo: o de ser feliz. Para os teoricos da psicologia, inevitavelmente todos nós querendo alcançar a auto-realização. Portanto, dinheiro, carro, casa, emprego, namorado, amigos e família. Quando esta não vem, logo tendemos ir para a frustração. E com ela vem o medo, insegurança, perdas, dor e vários outros. Talvez eu naquele momento estava tendo meu sentimento de perda, e tentando aceitar o fato do Heitor estar indo embora.

Dou voltas e mais voltas com os pensamentos, e do bar Barulho fomos ao Park da Cidade - o famoso estacionamento n# 4. Lá, muitos gays colocam sons nos seus carros, dançam, dão pinta, e como tem uma floresta no park, muitos vão para conseguir uma noite de sexo com desconhecidos. O meio gay de Brasília proporciona tudo isso de graça? Não né, afinal para cada ato que se faz, há uma reação. Se você engana seu namorado com um outro, pode demorar dias, meses e até anos. Mas um dia ele descobre pelos outros, por amigos ou até mesmo te segue vê com os próprios olhos. A vida é um ciclo, mas nem todos a entendem assim. Alguns acham que ela é um caminho reto que possui um fim: a morte. Um terrível engano este.

Bom, lá no park conversamos sobre signos, sobre nós mesmos, e foi um papo ótimo. Há tempos não fazia isso, vi um outro amigo meu chegando, e logo quis ir lá comprimentá-lo. O sentimento de consideração é confortante, agrada e não te cobra nada. Fomos lá, conversamos sobre música, rimos, e por incrível que pareça foi agradavél. Na volta fui guiando o Thiago para minha casa, ele é um bom motorista, vai a 50 km por hora e eu adoro isso. Um pouco lento, confesso, mas é o que tinha pra ontem. Melhor 50km do que 120km.

Hoje de manhã meu telefone tocou umas 50 vezes, rsrs. Deve ter sido o Heitor me acordando mais uma vez: Não sei, mas eu voltei a dormir. Acordei, comprei pão de queijo e estou ouvindo Mariah Carey, tomando Nescau e escrevendo no blog. E esse final de semana foi agitado, mas sempre me vem a pergunta: O que aprendi com isso tudo? Talvez, eu nesse momento não sei a resposta. Quem sabe no futuro posso perceber que as pequenas coisas da vida estão nos detalhes dos nossos atos.

[Ouvindo...Mariah Carey - For the Record.mp3]

2 comentários:

Thiago Meneses disse...

50 por hora???
eh neh
eu tava devagar pq nao sabia onde tinha pardal!!!
Fds foi otimoo
bjoo

| - hєiтøя™ » | disse...

eu só tenho uma coisa a dizer: OBRIGADO;
vc tornou meus dias de despedidas..mais alegres! te amo muito amigo..