
Um homenagem a meu baby aqui: O texto é meticuloso, mas eu adoro ler as palavras dele. E esse texto em especial me identifiquei.
Disfarçando a infelicidade com risos nervosos e humor mordaz, nunca reconheceu que foram eles os culpados do seu ódio. Tornara-se extrovertido para que a rejeição que também vivera se tornasse imperceptível. Mas para si jurara que nunca mais viveria por eles, não queria mais o amargo sabor das feridas que lhes foram depositados no coração e no orgulho que aos poucos fora perdendo.
Ria-se muito, mostrava toda a sua inteligência e dava tudo por uma massagem aos seu ego. Era admirado e isso tornava a sua infelicidade um pouco mais suportável. Mas o pior vinha ao cair da noite nos raros momentos em que ficava sozinho e por isso evitava-o. A solidão despia-a, quase tanto como o amor que tão mal o tratou e os amantes que tanto lhe disseram não.
Ele, que não pode impedir que os sonhos a acompanhem no sono, continua a querer muito, por isso mesmo continua a lutar muito para que as noites sejam breves e que as insónias a invadam, porque de olhos abertos ele pode sempre ser o que quiser e não o que o coração manda.
Escrito por Saullo Bragança
Disfarçando a infelicidade com risos nervosos e humor mordaz, nunca reconheceu que foram eles os culpados do seu ódio. Tornara-se extrovertido para que a rejeição que também vivera se tornasse imperceptível. Mas para si jurara que nunca mais viveria por eles, não queria mais o amargo sabor das feridas que lhes foram depositados no coração e no orgulho que aos poucos fora perdendo.
Ria-se muito, mostrava toda a sua inteligência e dava tudo por uma massagem aos seu ego. Era admirado e isso tornava a sua infelicidade um pouco mais suportável. Mas o pior vinha ao cair da noite nos raros momentos em que ficava sozinho e por isso evitava-o. A solidão despia-a, quase tanto como o amor que tão mal o tratou e os amantes que tanto lhe disseram não.
Ele, que não pode impedir que os sonhos a acompanhem no sono, continua a querer muito, por isso mesmo continua a lutar muito para que as noites sejam breves e que as insónias a invadam, porque de olhos abertos ele pode sempre ser o que quiser e não o que o coração manda.
Escrito por Saullo Bragança

Nenhum comentário:
Postar um comentário